Notícias »



Recebimento de auxílio-doença pressupõe que enfermidade seja incapacitante para o trabalho

30/09/2013


Fonte: www.professorleonepereira.com.br
 
 
A 1.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região julgou que, se a doença não incapacita para o regular exercício do trabalho, não há que se falar em concessão do auxílio-doença.

De acordo com os autos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recorreu ao TRF1 contra sentença da Justiça Federal de Minas Gerais que julgou procedente o pedido para assegurar ao autor da ação o benefício de auxílio-doença (a partir do requerimento administrativo e até a data da realização da perícia).

Para a autarquia previdenciária, o laudo pericial constatou que o autor tem “transtorno persistente do humor não especificado”. Porém demonstrou não haver incapacidade para o trabalho.

Ao analisar o recurso do INSS, o relator, desembargador federal Ney Bello, disse que a Lei 8.213/1991 prevê o benefício do auxílio-doença, mediante o cumprimento concomitante dos seguintes requisitos: a qualidade de segurado; o cumprimento da carência exigível; e a incapacidade temporária para o trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.

O magistrado, entretanto, observou que, conforme recurso do INSS, a patologia apresentada pela parte autora não a incapacita para o regular exercício de suas atividades laborais.

“Os argumentos contidos nas razões do presente recurso não lograram infirmar as conclusões daquele documento”, disse. Isso porque o laudo pericial informa que o próprio autor disse que tem atividades regulares, dirige o próprio carro, gere os próprios negócios e a própria vida e que não se sente afetado pelos medicamentos.

Segundo o magistrado, a parte autora também “não se desincumbiu do ônus de demonstrar o fato constitutivo de seu direito (art. 333, I, do Código de Processo Civil), nem desconstruiu o laudo pericial com base em outras provas em direito admitidas (...).

Sendo assim, não faz jus ao pagamento do pleiteado auxílio-doença”. O relator, portanto, deu provimento à apelação do INSS. Seu voto foi acompanhado pelos demais magistrados da 1.ª Turma do TRF1.

( Processo 0069208-71.2011.4.01.9199 )



Fonte: Tribunal Regional Federal da 1ª Região, 25.09.2013

« Voltar

© Copyright 2010
Todos os direitos reservados
Gomes e Rangel - Advogados Associados
Rua Vidal de Negreiros, 74, 1° andar, Sala 104 - Centro - Patos - Paraíba - CEP 58.700-330
Fone: (83) 3421-2721 / Telefax: (83) 3421-8383

Rua Floriano Peixoto, 53, Ed. Dão Silveira - Centro - Campina Grande - Paraíba - CEP 58.400-165
Fone: (83) 3065-2129 / (83) 8837-2444